segunda-feira, 18 de julho de 2011

Goethe, poesia e ciência - Ordem Implicada

"As plantas movem seus corpos com uma liberdade, um desembaraço e uma graça tão grandes quanto os do homem ou do bicho mais capacitado - só não apreciamos isto pelo fato de as plantas se moverem a um passo bem mais lento que o nosso."
Raoul Francé - biólogo vienense, nos inícios do século XX

Darwin comparou as radículas vermiformes das plantas, a um cérebro. Poetas e filósofos como Johann Wolfgang Von Goethe e Rudolf Steiner deixaram explicações e conceitos extraordinários a respeito da "Vida Secreta das Plantas". E Carl Von Linné, pioneiro da botânica moderna, declarou que "as plantas só diferem dos bichos e do homem por sua falta de movimento." Nesta sua assertiva Linné foi contestado por Darwin: "As plantas só adquirem e exibem esse poder quando ele apresenta alguma vantagem para elas."

Existe motivação maior para a ecologia exercer os seus conceitos e regras exigindo o respeito da humanidade em relação aos "Seres Verdes da Natureza?" Ao ensino da ecologia nas escolas e universidades sobre aquilo que significa, verdadeiramente, o chamado "Reino Vegetal?"

Goethe, o Poeta e o Reino Vegetal

Goethe, um homem alto e bonito, muito bem quisto no meio feminino também pelo seu gênio poético, passava uma temporada de descanso em Karlsbad quando resolveu-se a trocar seu sucesso já sedimentado na literatura, pelas incursões nas expedições botânicas empreendidas, solitariamente, nos bosques.
Pouco depois, incógnito, dirigiu-se para o sul, na direção dos Alpes, "para deliciar-se com a beleza e a variedade da vegetação sulina, além do Brenner." A Itália iria revelar ao gênio da poesia e o maior poeta da Alemanha, o clímax da sua vida: o verde mistério dos roseirais, das madressilvas e da mais humilde das plantas que habitam o reino dos vegetais.

No jardim botânico da universidade de Pádua, Goethe imantado por uma visão poética, pode compreender a verdadeira natureza das plantas e ganhar o seu importante lugar na "História da Ciência" como precursor da Teoria do desenvolvimento Orgânico de Darwin. Seus pares não o compreenderam na ocasião, o que soe acontecer, mas a geração seguinte o exaltou pelas suas grandes descobertas. Ernst Haeckel, grande biólogo, o comparou a Jean Lamarck "na origem de todos os grandes filósofos da natureza que primeiro estabeleceram uma teoria do desenvolvimento orgânico, assim se situando como ilustres companheiros de Darwin."

O "jeu de rouages et de ressorts sans vie"

Este "jeu" (jogo) se referia ao instinto classificatório do século 18 e com a teoria da física "que submetia o mundo às cegas leis da mecânica, então triunfante."
Goethe não se submetia a regras e coisas estabelecidas, a sua veia poética não lhe permitia esta aridez, e ele se rebelava contra a divisão arbitrária da ciência em disciplinas rivais. Outro motivo de se desagrado: as contradições existentes entre os sábios acadêmicos.
Goethe sofrera de um mal que o acometera antes de completar 20anos, uma grave infecção na garganta e fora curado por um "rosa-cruz", Johann Friederich Metz e esta cura o incitou a aprender todo o segredo da criação das forças ocultas da natureza. Recorreu a Paracelso, Jakob Boheme, Giordano Bruno, Spinoza e G. Arnold e aos livros de alquimia e misticismo. Descobriu na sua Busca que a mágica e a alquimia eram "bem diversas das obscuras práticas supersticiosas que têm por objeto criar ilusões e malefícios." Segundo o autor do livro "Goethe et L'occultism", Christian Lepinte, Goethe "começou a desejar com toda a sua força destruir os limites de um universo mecanizado, encontrar ciência viva, capaz de lhe revelar o segredo supremo da natureza."
Isto lhe havia sido ensinado lendo Paracelso - "o oculto, por lidar com realidades vivas e não catálogos de mortos, pode chegar mais perto da verdade que a ciência, e que o sábio que desvenda os segredos da natureza não profana necessariamente um santuário proibido, mas pode seguir passo a passo a divindade, como pessoa privilegiada a olhar profundamente no mistério das almas e das forças cósmicas."

Goethe pontificou que não se busque a natureza da planta na sua aparência, o seu mistério encontra-se além listo. Imbuído desta idéia, um pensamento ousado começou a assaltar a sua mente: era possível desenvolver todas as plantas a partir de uma só.
Goethe não se entregava à sua inspiração poética e esta idéia transformou a ciência botânica e toda a concepção do mundo: este foi um dos primórdios da idéia da EVOLUÇÃO!
Sua chave? A metamorfose, que abriria o código da natureza.

A diferença entre os futuros princípios de Darwin e os de Goethe é a seguinte: Darwin presumiria que influências externas (causas mecânicas) agindo sobre a natureza de um organismo o modificariam. Goethe intuía que "as alternativas ímpares eram várias expressões de um organismo arquetípico (uroorganismos) que possuiria em si a capacidade de assumir formas multifárias e que em determinado momento a assumiria aquela que melhor se adequasse às condições de seu meio ambiente."
Goethe expôs as suas idéias em um primeiro ensaio: -"Sobre a metamorfose das plantas", a origem do estudo ma morfologia vegetal, entretanto, por ser muito revolucionário recebeu a negativa do seu editor em publicá-lo. O editor alegou que o cliente era um literato e não um cientista. O mesmo pensaram o seu público e os cientistas, o que muito desgostou o autor. Goethe só conseguiu triunfar sobre a ortodoxia reinante 18anos após o Congresso de Viena e a sua aceitação como genial colaborador da Ciência da Botânica só se deu três décadas adiante. Goethe forneceu outro conhecimento básico a esta ciência: o crescimento da vegetação de dois modos distintos - vertical e espiraladamente - uma década antes de Darwin abordar o mesmo assunto.
"Quando entendermos que o sistema vertical é definitivamente masculino e o espiralado feminino, seremos capazes de conceber o caráter andrógino de toda a vegetação. No decurso da transformação de crescimento, os dois sistemas se separam e tomam rumos opostos para depois reunirem-se a um nível mais alto." Goethe.

A Hipótese GAIA

Na sua velhice Goethe concebeu a terra como sendo viva, um organismo animado como possui um animal e uma planta, dotada de um mesmo ritmo de inspiração e evaporação, constantemente inalando e exalando.
Apesar de considerado na sua época como sendo o maior dentre todos os poetas alemães, esqueceram-no como sendo também dotado de um espírito universal capaz de abarcar todos os domínios da atividade e conhecimento humanos.
A bióloga Lynn Margullis, hoje, defende a "Hipótese Gaia" ou seja, pensa como Goethe pensava.

Suas descobertas na botânica

"Cunhou a palavra MORFOLOGIA formulando o conceito de Morfologia Botânica em vigor até hoje."
Foi precursor de Darwin, faleceu 27 anos antes de Darwin proclamar seu princípio holístico da evolução orgânica. Goethe possuía espírito holístico e era capaz de, com inteiro sucesso, abranger todas as gamas das atividades e do conhecimento. Foi descobridor da origem vulcânica das montanhas, estabeleceu o primeiro sistema de estações metereológicas e expôs uma teoria das cores.
"Não ligo muito para a minha obra de poeta, mas arrogo-me o direito de ter sido o único em meu tempo a compreender a verdadeira natureza da cor."
Goethe foi comparado como sendo "companheiro" de Darwin, pelo biólogo Ernst Haeckel ao lado de Jean Lamarck - "Na origem de todos os grandes filósofos da natureza que primeiro estabeleceram uma teoria do desenvolvimento orgânico, assim se situando como ilustres companheiros de Darwim." Deram o nome "Goethea" a um gênero da planta, homenageando Goethe e a sua contribuição para um conhecimento maior dos "Seus Verdes da Natureza."
Posteriormente, a aparição de Darwin no cenário científico, propiciou o reconhecimento das formulações de Goethe a respeito da "Metamorfose das Plantas."

"Foi de observações similares às de Goethe que Darwin partiu para afirmar sua dúvida sobre a constância das formas externas dos gêneros e espécies... Enquanto Darwin considerou que toda a natureza do organismo se encontrava de fato compreendida nessas características, concluindo, por conseguinte, que nada há de constante na vida da planta, Goethe foi mais longe e inferiu que, sendo inconstante as características, o que há de constante deve ser perseguido em algo que repousa por trás das exterioridades mutáveis." - Rudolf Steiner.

* Ilustração: Claudio Salvio.

Fonte: http://www.jornalinfinito.com.br/series.asp?cod=13

Felicidade? - Thomas Mann

Aquilo a que chamamos felicidade consiste na harmonia e na serenidade, na consciência de uma finalidade, numa orientação positiva, convencida e decidida do espírito, ou seja na paz da alma - Thomas Mann

Viagem ao espaço começa a ser vendida em SP por US$ 200 mil

A partir desta semana, brasileiros já podem fazer reserva em agência de turismo.

Turismo espacial deve ter início até o fim deste ano nos EUA.
Silvia RibeiroDo G1, em São Paulo


Ilustração mostra a SpaceShipTwo em órbita da Terra (Foto: Divulgação/Virgin Galactic)

Saiba mais:
Museu expõe modelo de espaçonave turística
Virgin faz acordo com Nasa para vôo espacial
Turista espacial brasileiro diz quase ter chorado em simulação

A era da viagem espacial comercial finalmente chegou. É o que diz o site da Virgin Galactic, empresa do grupo americano Virgin, que planeja começar a levar passageiros ao espaço até o final deste ano. Pelo menos 300 pessoas já garantiram sua reserva, que pode ser feita pelo site da empresa. Agora, os brasileiros que quiserem se tornar astronautas também já podem garantir a sua vaga em São Paulo.

Veja imagens do interior da nave
Uma agência de turismo de São Paulo, devidamente cadastrada pelos desbravadores do turismo espacial, começou a vender as “passagens” nesta semana. O preço é para poucos: US$ 200 mil pelo pacote que inclui viagem, treinamento e preparação para ultrapassar a velocidade do som e permanecer quatro minutos flutuando na nave espacial em gravidade zero. A reserva requer o depósito de um sinal que varia de US$ 20 mil a US$ 200 mil, conforme a proximidade da data escolhida.

Especializada em viagens de luxo, a agência Teresa Perez, de São Paulo, apresentou o projeto a um grupo de clientes nesta semana, e o retorno foi animador. “Todos ficaram muito empolgados e pediram mais informações a respeito”, conta Fernanda França, especialista em produtos especiais da operadora.

Os primeiros grupos devem sair do Deserto do Mojave, na Califórnia, mas um complexo, com aeroporto espacial e hotel de primeira classe, deve ser instalado no estado americano do Novo México. Antes de voar, o passageiro passa por exames médicos e aprende como se comportar em ambiente sem gravidade.

“Eles são ensinados, por exemplo, a manusear as roupas, os capacetes e como se soltar dos cintos. Além disso, terão contato com os pilotos que os levarão para o espaço. Haverá um jantar com a tripulação para que eles (os passageiros) possam tirar dúvidas”, afirma Fernanda França.

 3, 2, 1...

Em fase final de testes, a chamada SpaceShip 2 (nave espacial, na tradução do inglês) comporta apenas seis passageiros-astronautas e dois pilotos por viagem.

Ela não é lançada verticalmente, como os foguetes, mas acoplada a uma aeronave que a leva até uma altitude de cerca 15 km, diz a Virgin Galactic. É quando a nave aciona seu motor propulsor para subir verticalmente e alcança velocidade três vezes maior que a do som, segundo explica a especialista da agência de turismo paulistana.

Em 90 segundos, a SpaceShip 2 atinge 110 km de distância do planeta. Pela janela, o passageiro vê a Terra azul e ouve o silêncio absoluto. O motor é desligado e, em ambiente orbital, os novos astronautas podem pairar no espaço por quatro minutos. Ao retornar à atmosfera terrestre, as asas da SpaceShip 2 são reconfiguradas para conduzir os passageiros ao solo, com pouso semelhante ao de uma aeronave. Da decolagem ao pouso, a viagem dura 90 minutos.

De acordo com a operadora de turismo espacial, a tecnologia desenvolvida reduz os riscos na hora da reentrada, permitindo que a nave retorne à atmosfera da Terra em qualquer ângulo e se oriente automaticamente sem qualquer intervenção dos pilotos. Durante a descida, diz a empresa, é necessária apenas uma proteção térmica mínima.

A Virgin Galactic, que planeja inicialmente realizar um vôo por semana e quer alcançar a marca de até dois por dia, afirma que trabalhará para reduzir a tarifa espacial o mais rápido e o quanto possível. Os astronautas em potencial ficam na torcida para que o preço do “tíquete”, um dia, caiba em seus bolsos.

Pastafarianismo


Link para acessar a Igreja: http://www.venganza.org/

CARTA ABERTA AO CONSELHO DE EDUCAÇÃO DO KANSAS

A Carta Aberta ao Conselho de Educação do Kansas é representativa para os reivindicações e as ideias de Bobby Henderson e dos oponentes ao design inteligente:

“Estou escrevendo a vocês com muita preocupação, depois de ter lido suas audiências para decidir se a alternativa Teoria do Design Inteligente deveria ser ensinada juntamente com a Teoria da Evolução. Eu acho que todos podemos concordar que é importante para os estudantes escutarem múltiplos pontos de vista para que assim possam escolher por eles mesmos a teoria que faz mais sentido para eles. Estou preocupado, contudo, que os estudantes somente ouçam uma Teoria do Design Inteligente.“Lembremo-nos que existem múltiplas teorias do Design Inteligente. Eu e muitos outros ao redor do mundo temos a forte crença de que o universo foi criado por um Monstro de Espaguete Voador. Foi Ele quem criou tudo o que vemos e tudo o que sentimos. Nós acreditamos fortemente que toda a incontroversa evidência científica do mundo que aponta em direção a um processo evolucionário não é nada além de uma tremenda coincidência, organizada por Ele.E é por essa razão que estou lhes escrevendo hoje, para formalmente requerer que essa teoria alternativa seja ensinada nas suas escolas, juntamente com as outras duas teorias. De fato, eu irei tão longe e direi que, se vocês não concordarem em fazer isso, seremos forçados a processá-los com uma ação legal. Tenho certeza que vocês percebem de onde estamos vindo. Se a Teoria do Design Inteligente não é baseada na fé, mas ao invés disso sendo uma outra teoria científica, assim como alegam, então vocês também devem permitir que nossa teoria seja ensinada, pois também é baseada na ciência, e não na fé.Alguns acham isso difícil de acreditar, então talvez seja proveitoso contar-lhes um pouco mais sobre nossas crenças. Nós temos evidência de que o Monstro de Espaguete Voador criou o universo. Nenhum de nós, claro, estava lá para ver isso, mas temos relatos escritos sobre isso. Nós temos vários extensos volumes explicando todos os detalhes do Seu poder. Também, vocês devem estar surpresos de ouvir que existem 10 milhões de nós, e aumentando. Nós temos a tendência de sermos muito secretos, pois muitas pessoas afirmam que nossas crenças não são substancialmente baseadas por evidência observável. O que essas pessoas não entendem é que Ele construiu o mundo para que pensássemos que a Terra é mais velha do que realmente é. Por exemplo, um cientista pode executar um processo de datação por carbono em um artefato. Ele encontra que aproximadamente 75% do Carbono-14 decaiu por emissão de elétrons para Nitrogênio-14, e infere que este artefato tem aproximadamente 10 000 anos de idade, pois a meia-vida do Carbono-14 é de 5730 anos. Mas o que nossos cientistas não percebem é que toda vez que eles fazem uma medição, o Monstro de Espaguete Voador estará lá mudando os resultados com seu Apêndice Macarrônico. Nós temos vários textos que descrevem detalhadamente como isso é possível e as razões por que Ele faz isso. Obviamente, Ele é invisível e pode passar através de matéria ordinária com facilidade.Tenho certeza que agora vocês entendem o quão importante é que os seus estudantes sejam ensinados sobre essa teoria alternativa. É absolutamente imperativo que eles percebam que evidência observável está no julgamento de um Monstro de Espaguete Voador. Além do mais, é desrespeitoso ensinar nossas crenças sem vestir a Sua roupa escolhida, que claramente é uma completa vestimenta pirata. Não posso medir suficientemente a importância disso, e infelizmente não posso descrever em detalhes o motivo de isso precisar ser feito, pois temo que esta carta já esteja ficando muito longa. A explicação resumida é que Ele fica com raiva se não fizermos assim.Vocês devem estar interessados em saber que o aquecimento global, terremotos, furacões e outros desastres naturais são um efeito direto da diminuição do número de piratas desde o século XIX. Para o seu interesse, incluí um gráfico do número aproximado de piratas versus a média de temperatura global nos últimos 200 anos. Como vocês podem ver, existe uma significativa relação estatística inversa entre piratas e temperatura global.Em conclusão, obrigado por terem tomado o tempo para ouvir nossas visões e crenças. Eu espero que tenha sido capaz de expor a importância de ensinar essa teoria aos nossos estudantes. Nós iremos, com certeza, ser capazes de treinar os professores nessa teoria alternativa. Estou ansiosamente aguardando sua resposta, e espero sinceramente que nenhuma ação legal tenha que ser tomada. Acho que todos podemos olhar para a frente para o tempo em que essas teoria sejam dadas tempo igual na sala de aulas de ciências em todo o país, e eventualmente no mundo. Uma terça parte para Design Inteligente, uma terça parte para Pastafarianismo (ou Monstroísmo Espaguético Voador), e uma terça parte para conjectura lógica baseada em incontroversa evidência observável.Sinceramente, Bobby Henderson, cidadão preocupado.“

terça-feira, 12 de julho de 2011

Documentário Aleijadinho

Parte 01:

Parte 02:

Barroco e Rococó em Minas Gerais

Fonte: http://barrocoerococoemminasgerais.blogspot.com/p/altares-retabulos-pinturas-esculturas.html

É necessário instalar um programinha de 6MB para visualizar esses slides em 3D.

Imagens em 360º

Lavabo da Sacristia, Igreja de São Francisco de Assis, Ouro Preto, MG





Nártex da Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, MG





Igreja da Peanha de França, Bichinho, MG





Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, MG





Forro do Nártex da Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, Caeté, MG.





Altar-mor da Matriz de Bom sucesso de Caeté, MG





Forro da Nave da Matriz de Bom Sucesso - Caeté, MG



Fachada da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Ouro Preto, MG.
              



A morte da pecadora, óleo sobre tela.
Museu da Inconfidência, Ouro Preto, MG. 







A morte do justo, óleo sobre tela.
Museu da Inconfidência, Ouro Preto, MG. 





Altar-mor da Igreja de Nossa Senhora do Ó, Sabará, MG.





Atlante da Nave da Matriz de Nossa Senhora do Carmo de Sabará, MG






Fachada da Matriz de Nossa Senhora do Carmo de Sabará, MG

  





Forró do Nartex da Matriz de Nossa Senhora do Carmo de Sabará, MG






Forró do Altar-mor da 

Matriz de Santo Antônio.

Santa Bárbara, MG







Novíssimos da Nave da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Sabará, MG






Forro da Capela do Santíssimo da Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
Sabará, MG.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Brilho da alma - Gov´t Mule



Soulshine

When you can't find the light,
That got you through the cloudy days,
When the stars ain't shinin' bright,
You feel like you've lost you're way,
When those candle lights of home,
Burn so very far away,
Well you got to let your soulshine,
Just like my daddy used to say.

He used to say soulshine,
It's better than sunshine,
It's better than moonshine,
Damn sure better than rain.
Hey now people don't mind,
We all get this way sometimes,
Got to let your soul shine,
Shine till the break of day.

I grew up thinkin' that I had it made,
Gonna make it on my own.
Life can take the strongest man,
Make him feel so alone.
Now and then I feel a cold wind,
Blowin' through my achin' bones,
I think back to what my daddy said,
He said "Boy, in the darkness before the dawn"

Let your soulshine,
It's better than sunshine,
It's better than moonshine,
Damn sure better than rain.
Yeah now people don't mind,
We all get this way sometimes,
Gotta' let your soul shine,
Shine till the break of day.

Sometimes a man can feel this emptiness,
Like a woman has robbed him of his very soul.
A woman too, God knows, she can feel like this.
And when your world seems cold,
You got to let your spirit take control.

Let your soulshine,
It's better than sunshine,
It's better than moonshine,
Damn sure better than rain.
Lord now people don't mind,
We all get this way sometimes,
Gotta' let your soul shine,
Shine till the break of day.


Brilho da Alma

Quando você não consegue achar a luz
Que você obteve nos dias nublados
Quando as estrelas não estão brilhando
Você se sente perdido, você se sente assim
Quando as velas das luzes da casa
Queimam muito distante
Bem, você tem que deixar o brilho da sua alma
Assim como meu pai costumava dizer

Ele costumava dizer: Brilho da alma
É melhor do que o brilho do sol
É melhor do que o brilho da lua
Maldição, com certeza é melhor do que a chuva
Hey, agora as pessoas não se importam
Todos nos começamos assim, as vezes
Deixe sua alma brilhar
Brilhar até o dia se romper

Eu cresci pensando que tinha feito isso
Eu vou Fazer isso sozinho
A vida pode lever o homem mais forte
Pode fazer ele se sentir muito sozinho
Agora e então eu sinto um vento frio
Soprando através dos meus ossos doloridos
E eu volto a pensar no que meu pai disse
E ele disse: Garoto, na escuridão antes de amanhecer

Deixe o brilho da sua alma
É melhor do que o brilho do sol
É melhor do que o brilho da lua
Maldição, com certeza é melhor do que a chuva
Hey, agora as pessoas não se importam
As vezes todos nos começamos assim
Deixe sua alma brilhar
Brilhar até o dia se romper

As vezes um homem pode sentir esse vazio
Como se uma mulher tivesse lhe roubado a sua própria alma
Uma mulher também, Deus sabe, ela pode se sentir assim
E quando o seu mundo parecer frio
Você tem que deixar seu espírito assumir o controle

Deixe surgir o brilho da sua alma
É melhor do que o brilho do sol
É melhor do que o brilho da lua
Maldição, com certeza é melhor do que a chuva
Hey, agora as pessoas não se importam
As vezes todos nos começamos assim
Deixa a sua alma brilhar
Brilhar até o dia se romper

Fé cega e faca amolada - Doces bárbaros


Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil, interpretam a música "Fé cega, faca amolada", composta por Milton Nascimento e Ronaldo Bastos. Este vídeo foi retirado do filme "Doces Bárbaros" de Jom Tob Azulay que é um registro da turnê original do grupo, em 1976.

Agora não pergunto mais aonde vai a estrada
Agora não espero mais aquela madrugada
Vai ser, vai ser, vai ter que ser, vai ser faca amolada
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar
e ser muito tranquilo
Deixar o seu amor crescer
e ser muito tranquilo
Brilhar, brilhar, acontecer.
brilhar faca amolada
Irmão, irmã, irmã, irmão
de fé, faca amolada
Plantar o trigo e refazer
o pão de cada dia
Beber o vinho e renascer
na luz de todo dia
A fé, a fé, paixão e fé
a fé, faca amolada
O chão, o chão, o sal da terra
o chão, faca amolada
Deixar a sua luz brilhar no pão de cada dia
Deixar o seu amor crescer na luz de todo dia
Vai ser, vai ser, vai ter que ser, vai ser muito tranquilo
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Lógico.

Trabalho = dinheiro. Vida social = amigos. Trabalho é diferente de amigos. Logo, amigos não é dinheiro. Trabalho é morte social. Amigos é vida. Sou um morto-vivo.

Primeira campanha ateísta do Brasil é lançada em Porto Alegre

Milton Ribeiro e Vivian Virissimo

Porto Alegre se tornou nesta terça-feira (5) a primeira capital brasileira a exibir outdoors de uma campanha de mídia sobre ateísmo. A iniciativa é da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos e já havia sido recusada no final do ano passado pelas companhias de ônibus de São Paulo, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre.



Outdoors começaram a ser instalados nesta terça-feira (5) em Porto Alegre | Ramiro Furquim/Sul21

A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA) havia anunciado em 13 de dezembro do ano passado que alguns ônibus de Porto Alegre ostentariam mensagens ateias, porém, segundo Daniel Sottomaior, a Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP) teria desistido da campanha na última hora.

“Fiquei sabendo pela imprensa que a ATP vetara a veiculação dos anúncios. Quando contatei com a Associação, ela primeiro confirmou o veto e depois passou a dizer qua nada ocorrera e que desconhecia o assunto”, afirmou Sottomaior ao Sul21.

As peças são polêmicas e falam sobre fé, moralidade e ateísmo. Uma delas exibe as fotos de Charles Chaplin, que era ateu, e Adolf Hitler, que não era ateu, com os dizeres “religião não define caráter”. Outra afirma “Somos todos ateus com os deuses dos outros”, e traz imagens de uma divindade hindu, uma divindade egípcia e de Jesus de Nazaré, com as legendas “mito hidu”, “mito egípcio” e “mito palestino”. Uma terceira diz que “A fé não dá respostas, só impede perguntas”. Os cartazes devem ser exibidos ao longo de um mês.



"A fé não dá respostas, só impede perguntas", diz um dos cartazes | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Conforme pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, os ateus são as pessoas mais detestadas no país, merecendo repulsa, ódio ou antipatia de 42% da população. Para o presidente da entidade, Daniel Sottomaior, o propósito da campanha é aproximar o ateísmo do dia-a-dia da sociedade e assim ajudar a diminuir o preconceito que existe contra ateus.

Em junho, a entidade ganhou uma liminar que lhe concedia direito de resposta na TV Bandeirantes para responder a comentários considerados ofensivos do jornalista José Luiz Datena, no extinto programa Brasil Urgente. A liminar foi cassada mas o julgamento do mérito continua pendente. Datena e a Bandeirantes foram processados por diversos ateus no país devido a esse episódio.

Na ocasião, Datena disse que só quem não acredita em Deus é capaz de cometer crimes. Para ele, ateus são “pessoas do mal”, “bandidos”, “estupradores”, “assassinos” e atribuiu a culpa da violência e da corrupção no país aos ateus.

Entre os dias 4 e 17 de julho estarão expostos dois outdoors. Os outdoors da segunda quinzena serão outros.





Os cartazes estão nos seguintes locais de Porto Alegre.
Bairro Bela Vista – Av. Carlos Gomes, 1229
Bairro Jardim Botânico – Av. Ipiranga, 3850 próx. Rua Barão do Amazonas
Bairro Chácara das Pedras – Av. Antônio Carlos Berta, em frente ao Mc Donald’s do shopping Iguatemi
Bairro Petrópolis – Av. Protásio Alves, em frente ao Hospital Petrópolis na esquina com a Lucas de Oliveira.

Recomendado por Bernardo Schuchter ( http://flavors.me/bernardoschu ) apud nosso professor de Cultura Religiosa, Rodrigo Coppe.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Físicos foram os mais politizados no regime militar


Ciência ambígua na ditadura

O historiador americano John Heilbron afirmou certa vez que é impossível estabelecer uma relação entre regimes políticos e desenvolvimento científico. Ou seja, maiores investimentos na área não têm relação direta com democracia plena e vice-versa.

As considerações de Heilbron fazem sentido se aplicadas ao período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), quando a relação entre governo e cientistas foi bastante ambígua.

Houve muitos investimentos, principalmente a partir de 1968 – ano marcado pela instituição do AI-5, que fortaleceu a linha-dura do regime militar –, mas também perseguições a cientistas, aposentadorias compulsórias e exílios.

“Mesmo com os investimentos em ciência e tecnologia, muitos grupos faziam oposição ao regime”, explica o sociólogo da ciência Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), em entrevista à Revista História da Biblioteca Nacional. “Entre eles, os físicos eram os mais politizados.”

Pode parecer estranho pensar que uma área tão técnica da ciência tenha sido a oposição mais pujante. “O cientista tem consciência da importância de seu papel social, e isso faz com que ele queira discutir políticas públicas e se envolver em questões políticas e sociais”, comenta o sociólogo.

Na linha de Schwartzman está o físico Olival Freire Júnior, em seu artigo publicado no livro Os 60 anos do CBPF e a Gênese do CNPq. Nele, Freire Júnior conta que, por sua oposição politizada contra o regime, muitos nomes importantes da física alinhados a idéias de esquerda foram perseguidos e tiveram que sair de suas universidades e institutos de pesquisa.

O exemplo mais dramático foi o fim do departamento de física da Universidade de Brasília, em 1965. Após perseguições de nomes como José Leite Lopes e Roberto Salmeron, entre outros, mais de 230 membros pediram demissão. Mas também o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro, foi alvo de medidas parecidas, gerando uma troca de cartas e declarações entre a Sociedade Brasileira de Física (SBF) e o CBPF sobre a gravidade da situação.

A posição dos cientistas frente ao regime, no entanto, não foi sempre tão clara. Apesar da intolerância política em relação a muitos pesquisadores, houve situações em que físicos e governo estiveram lado a lado. “Nessas circunstâncias, mesmo em condições políticas excepcionais, muitos dos líderes da física no Brasil atuaram junto ao Estado, interferindo no desenvolvimento da física brasileira”, escreve Freire Júnior.

As áreas que mais receberam investimentos à época foram a informática – com participação direta da Marinha -, a engenharia aeroespacial, nuclear e a agricultura, com o fortalecimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Na física, os recursos totais destinados à área duplicaram entre 1967 e 1968, e a participação direta do governo federal por meio do BNDE triplicou, segundo a historiadora Vanya Sant’Anna.

Força da SBPC

Além da física e áreas mais tecnológicas, também as ciências sociais passaram por um período de sedimentação durante o regime militar. Apesar dos problemas com o governo nos primeiros anos da Ditadura, a sociologia, antropologia e ciência política conseguiram se sedimentar por meio da institucionalização da pós-graduação – o que, assim como no caso da física, não significou um apoio automático ao regime.

Entre as muitas associações e sociedades da ciência brasileira, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – assim como a SBF - foi uma das mais destacadas como oposição ao regime militar, uma vez que reunia grupos das mais diversas áreas. “A SBPC era um dos poucos lugares do país onde se podia discutir de tudo, desde a própria ciência até política”, explica Schwartzman.

Em sua sede no Rio de Janeiro, aconteciam debates polêmicos que eram bastante repercutidas na imprensa. No entanto, o governo militar, segundo o sociólogo, nunca fez nenhum movimento agressivo diretamente contra a SBPC. “Acredito que o governo temia interferir e criar rusgas com cientistas importantes”, defende.

De fato, alguns nomes perseguidos e exilados nos anos 1960 foram trazidos de volta ao Brasil em projetos do governo na década de 1970. Schwartzman explica essa convergência entre atores opostos pelas idéias compartilhadas de nacionalismo e crença nos poderes da ciência e tecnologia. Essas ideias em comum, no entanto, de forma alguma apontam uma coexistência pacífica entre cientistas de esquerda e governo militar – muito pelo contrário.

domingo, 3 de julho de 2011

Medo, rejeição e o sentido da vida - António Carlos Alves de Araujo

'Psicólogo António Carlos Alves de Araujo-Adultos e terapia de casal- 26921958/ 93883296 TATUAPÉ-Z.LESTE'

MEDO, REJEIÇÃO E O SENTIDO DA VIDA DE UMA PESSOA NA ANÁLISE DE SEU SOFRIMENTO PESSOAL

Embora não tenhamos o hábito de procurar o autoconhecimento, avaliar determinadas etapas ou experiências de uma pessoa é a forma mais segura para se descobrir qual caminho a mesma tem traçado no decorrer de sua vida. Analisar o inconsciente é muito mais do que buscar traços neuróticos ou psicóticos na mente humana, sendo que a psicologia deve observar que tipo de pessoas e acontecimentos determinado indivíduo atrai para si mesmo. Não que deseje produzir um estudo místico, mas apenas realçar que todos desenvolvem uma linha de pensamento e energia que dará a tônica de todas as suas vivências emocionais e sociais. Que tipo de pessoa ou acontecimento atraímos é a única certeza para medirmos nossa felicidade ou insatisfação. O ser humano desde seu nascimento está submetido ao fator "tempo" perante todas as etapas de sua vida. Aprende rapidamente que as experiências de prazer são extremamente rápidas ou fugazes, e a expectativa por determinado sonho ou realização pode consumir uma vida toda. O tempo é a compreensão de quanto de sofrimento ou prazer temos desfrutado ou recebido em nossas relações. Quem nos fornece a máxima satisfação e prazer poderá ser também àquela pessoa que nos lançará no mais profundo inferno pessoal. Lidar com a dimensão dos opostos deveria ser uma matéria ensinada no âmbito escolar. O equilíbrio mental ou a chamada "paz de espírito" advém da conscientização de que nunca devemos exagerar ou exorbitar nossas qualidades e também nossos defeitos; negando créditos seja para o narcisismo e também não amplificando as coisas que não deram certo em nossas vidas. Nosso sofrimento é na maioria das vezes causado pela ansiedade da realização de determinada expectativa. Novamente a questão do tempo entra em cena. O lado danoso de qualquer dependência é não perceber que determinado desejo deveria ser consumido ao longo do tempo, e não o transformar numa necessidade compulsiva. O lidar com o tempo é o espelho máximo de nossa saúde mental.

O que sonhamos ou achamos que merecemos, ou ainda não conquistamos se insere no quadro citado. Qual a razão ou sentido de nossa vida? É interessante que quando fazemos esta pergunta há uma associação direta com a questão da sorte, sendo que a mesma pode ser definida psicologicamente como a compreensão de que sozinhos jamais obteríamos algo; e neste ponto nascem todas as superstições ou religiosidades criadas pelo homem. Como realmente conhecemos alguém profundamente? Obviamente não é uma pergunta nada fácil de ser respondida, mas arriscaria dizer que os esquemas de prazer de uma determinada pessoa conduzem na maioria das vezes à essência da mesma. Seja uma pessoa hedonista, narcisista ou ainda alguém que só enxerga o dever pela frente. O lidar com o prazer é o parâmetro central de como vivemos. O hedonismo geralmente leva às drogas e comportamentos compulsivos; o narcisismo estará presente num conjunto de vaidades exacerbadas que servem para o exercício do poder sobre as demais pessoas, sendo a beleza um dos expoentes máximos deste modelo; a pessoa encerrada no âmbito do dever acaba desenvolvendo uma gama de esquemas mentais e até corporais de rejeição pessoal, pois como o senso do dever é uma espada eternamente ameaçadora sobre seu ego, seu valor pessoal se encontra seriamente comprometido. O "dever" amplificado na mente do sujeito retira-lhe o direito da auto avaliação, o transferindo para o meio circundante. Note-se que a palavra dever encerra não apenas uma obrigação, mas também o sentimento de dívida. Desenvolve-se então o Pânico em relação às críticas, e a vida da pessoa se transforma numa interminável tarefa não apenas de agradar o tempo todo, mas evitar a qualquer custo ser submetida a uma situação de prova. É interessante notar como este tipo psicológico é totalmente oposto do narcisista, que teve reforço do meio social para todas as suas idiossincrasias.

A posse, privacidade e propriedade sempre foram valores que produziram as maiores tragédias na humanidade. Nosso desenvolvimento mental está extremamente aquém dos avanços científicos; do contrário, já teríamos nos conscientizado de que tudo que achamos que temos, nunca será nosso; a própria vida é um tipo de "aluguel"; apenas a administração e o impacto do que possuímos perante outras pessoas pode ser considerado o real patrimônio nosso. Como entraríamos numa outra era se tal conceito fosse observado diariamente. Aprofundando um pouco mais a questão poderíamos também refletir sobre se o que possuímos ou nossas "coisas valiosas", não são justamente os fatores determinantes de nosso isolamento e insatisfação? A infelicidade sempre será um julgamento pessoal errôneo ou correto da balança móvel sobre o quanto damos ou recebemos. Parece que lamentavelmente a infelicidade se tornou algo totalmente generalizado, sendo que novamente como cada um a administra é a única coisa singular que restou. Se nosso sofrimento é oriundo da falta de sorte ou oportunidade, de determinada injustiça social ou ingratidão de nosso companheiro, percebam que jamais ocuparemos o centro do poder de mudar tais fatos, estando sempre na expectativa de algo externo. Isto é o eixo da mais genuína impotência humana, e todos sabem da extrema dificuldade de alterarmos tal quadro. Estaríamos de certa forma compensados mesmo renunciando a nossos maiores desejos, desde que o poder retornasse ao nosso ser. A única tranqüilidade possível é a descoberta de que nossas capacidades e habilidades são uma espécie de cofre; sendo que devemos dividir seu conteúdo, mas também perceber que a chave sempre deve ficar em nosso poder; pois do contrário, perdemos totalmente o controle de nosso valor.

Lidar com a questão da rotina é tarefa colocada para todo ser humano. Determinadas coisas ligadas à sobrevivência e cuidados diários se imporão para o resto de nossas vidas, como todos sabem. O ponto que quero realçar é: quando deveríamos tentar algo novo? Os relacionamentos são um excelente teste para a tarefa citada. Quase a totalidade das pessoas os encara como mais uma rotina do dia a dia, seja na questão sexual ou qualquer outra necessidade que se coloca no convívio a dois. O amor jamais pode ser a oferta do comum ou corriqueiro, pois do contrário se torna mais uma profissão em nosso rol de obrigações. O mesmo deve ser cultivado como algo inesperado, vencendo a barreira do medo que impede qualquer experiência criativa. A solidão é a permissão da rotina na relação. Jamais podemos nos contentar com determinados prazeres que são frutos da obrigação de uma tarefa mental. O importante é a participação do outro nas mais variadas ações; troca de seu íntimo, sua visão do mundo, o sentido que fornece a relação, e principalmente sua disponibilidade para encarar a dificuldade de uma convivência que sempre gera frustração. O que todos deveriam saber é que o prazer ou amor inclui sempre regras, e parece que a maioria se esquece de tais fatos. É curioso observar a transformação de uma pessoa após o estabelecimento de determinada relação. Corriqueiramente a mesma começa a agir como um "filho", desejando que o parceiro seja totalmente receptivo e permissivo perante não somente aos seus desejos, mas, principalmente com relação aos seus defeitos que não deseja mudar, quando na verdade todos deveriam agir como "pais", mantendo constantemente uma vigilância sobre suas responsabilidades afetivas e sociais, aceitando o viver como adulto perante o outro. Um dos males dos relacionamentos é exatamente esta compulsão de tentar vivenciar a qualquer custo o lado afetivo infantilizado.

O núcleo de qualquer sentimento sempre transparece nas situações de crise, e conseqüentemente como gostaríamos que o outro se portasse perante nossos mais profundos conflitos. Tudo o que não pode acontecer é quando alguém tenta uma espécie de "pechincha" emocional ou energética, tentando sugar do outro o máximo possível com o mínimo de doação pessoal. Tanto a psicologia, psiquiatria e ciências sociais deveriam se esforçar na tentativa de unificar a problemática máxima da humanidade, ao invés de se aterem a conceitos diagnósticos; pois desta forma tratariam a perversão de "desejar receber muito e doar pouco". A inversão dessa verdadeira "tara" contemporânea é a única esperança para melhores dias afetivos e emocionais para toda a humanidade. Mas o leitor irá indagar como evitar a exploração seguindo tal premissa? Obviamente como medida sócio educativa devemos lançar no ostracismo aquele que não deseja dividir. Escolher um grupo de pessoas saudáveis seja na amizade ou afetividade é uma das mais altas tarefas de nossa alma na atualidade. O drama de nosso desenvolvimento é que não fomos treinados ou ensinados para os impactos emotivos nas diferentes etapas de nossa vida. Cito alguns como exemplos: como lidar ou dizer um "não"; como evitar que uma relação fracassada aumente sua potência pela omissão e comodismo; como se desvencilhar de apegos que nos causam insatisfação; como conviver com alguém que constantemente nos gera um profundo incômodo. O papel da psicologia é fundamental na elucidação e conscientização de todos os aspectos apontados, principalmente na psicoterapia. Deve-se tratar não uma mente estanque, mas uma pessoa que a cada dia sofre na verdadeira arte de se relacionar.

Retomando novamente a questão do tempo, o mesmo pode nos fornecer vários aspectos de vivências intelectuais ou emocionais, como por exemplo: medo, mágoa, rancor, sabedoria dentre outras. O importante a ser colocado é que o tempo apenas estabelece uma espécie de prazo, e o quanto de experiências positivas ou negativas temos vivenciado. O relacionamento sempre será uma "disciplina", exatamente por sua dificuldade e teste da real capacidade de se obter prazer; pois do contrário as formas neuróticas absorvem por completo a personalidade do sujeito. O prazer também deve ser encarado como meta básica, pois seu sustento deve ser diário. O oposto disto é a exacerbação da saudade, que tem como máxima definição psicológica uma condenação íntima e pessoal pelo fato de alguém não ter sido capaz de ter mudado com determinada experiência, buscando então uma espécie de perdão ou inconformismo perante a perda, travando tudo o que é novo. Alguém que cultua o apego sempre será destrutivo, pois por um lado foi incompetente em ser pragmático com seu prazer e o do outro, e por outro aspecto também não consegue criar uma nova ordem mental de busca da satisfação. O verdadeiro herói é o que preenche os dois requisitos apontados: (competência e criatividade).

Até o presente ponto temos observado como o fator tempo é determinante na estrutura comportamental e de personalidade do indivíduo. O que mais gera a impaciência é o tormento da espera para a consecução de determinado objetivo. O problema é que enquanto o mesmo não ocorre nossas capacidades ficam em estado de suspensão. Muitas culturas orientais sempre enfatizaram com bastante sabedoria que a concentração incessante em determinado desejo apenas afasta a efetivação do mesmo. Isto se choca perante o nosso conceito ocidental de esforço. Não que devamos simplesmente deixar de lutar por nossas necessidades, mas a mente tensa e faminta por determinada coisa acaba criando uma barreira para a própria fluidez de sua necessidade. Aquela pessoa que cultiva uma fantasia não consumada, não apenas estará fadada ao sofrimento, mas também caso a realize descobrirá que passou uma boa parte da vida lutando por algo que lhe forneceu apenas um ou poucos dias de glória após a conquista, sendo que o tédio não tarda a aparecer. Isto nada tem a ver com a eterna busca humana, mas, que há muito já deveríamos ter aprendido que diariamente deveríamos procurar estar em plenitude. Mas como podemos encontrar um equilíbrio entre a simplicidade de uma vida diária e rotineira com o desejo de algo novo e arrebatador? Esta gravíssima contradição do espírito coletivo de nossa atualidade não tem merecido nenhuma atenção por parte das ciências humanas. Viver esperando algo que nos retire do tédio sufocante é como esperar o dia da morte para saber o que acontece. A necessidade da transcendência seja numa religião ou na droga revela a todo o instante nossa terrível incapacidade do que fazer com o nosso tempo de vida, independentemente de quanto o mesmo irá durar.

A verdade é que o drama de toda nossa criação e processo educativo, independentemente da classe econômica à qual pertençamos sempre nos impõe o medo como o maior legado, apesar de todos os esforços pessoais de posse ou poder que usamos para encobrir tal fato. A psicoterapia profunda e verdadeira será aquela que ensinar ao paciente como crescer e evoluir com o conflito ou dilema que carrega; navegando pela mais profunda carência da pessoa com o intuito de a transformar em potência. Caso isto não ocorra, a única coisa que acontece é uma simples visita ao problema. É um direito fundamental do paciente que o terapeuta o treine paulatinamente para que consiga a anulação do seu sofrimento. Lembro-me de um sonho muito interessante de um paciente cuja tônica era esta: "sonhei que estava em uma montanha russa com dezenas de metros de altura, sendo que não estava no carrinho, mas tinha que a descer com as mãos e pés; o esforço era imenso; e quando notei que não conseguiria a descida, pensei veementemente em me suicidar, embora não me conformasse com a situação; no momento da queda tive a sensação e o poder interno de que aquilo era um sonho e poderia acordar evitando meu fim". O sonho fala por si mesmo, e o modo como esta pessoa passou não apenas a tentar um controle sobre seus temores e que realmente estava comprometida em evitar sua tragédia pessoal. O amadurecimento advém da tentativa da ação sobre o medo, por mais que o mesmo tente dominar a personalidade.

A aptidão para o amor acontece quando aprendemos a lidar com o medo e sofrimento, então precisamos de alguém, não para o proteger de vivências dolorosas, mas para dizer ao mesmo que estamos constantemente presentes e temos experiência. Qualquer tipo de palavra ou discurso sempre leva à imperfeição ou resultado desastroso, pois o desejo de manipulação de outro ser humano sempre irá esbarrar na resistência da pessoa que almejamos dominar. A espontaneidade é a dádiva máxima, sendo que é criada pela paciência e desejo de que o outro tenha satisfação prioritariamente a nossa, sendo esta outra essência do amor. Averiguar a capacidade de gratidão e troca de uma pessoa é o caminho mais promissor para que possamos realmente investir na mesma. O amor pleno é o encontro da certeza do solo fértil onde podemos plantar as sementes que escolhemos. A consecução de determinado desejo leva tempo, pois a prática da efetivação do mesmo nunca será igual ao sonho acumulado no transcorrer dos anos. A satisfação é algo novo e único, não algo cultivado pela memória; embora isto seja o desafio máximo da compreensão de um ser humano, nunca deixará de ser uma regra inexorável. Avaliar nosso impacto perante o outro é fundamental para a preservação de relações sociais saudáveis. Pensemos na questão da sedução, esta deveria ter o sentido da prova máxima de desejar estar com alguém; infelizmente é usada para o poder, exploração e roubo do íntimo do outro. Como salientei neste estudo, o problema máximo da humanidade em nossa era é a extrema dificuldade de doação, pois todos estão buscando segurança e poder, utilizando todos os mecanismos para obter tais coisas.

Todos gostam muito de repetir o jargão "que as pessoas não mudam". Isto é uma grande falácia, pois a mudança depende necessariamente do interesse ou estímulo para sua consecução. O apego pode ser o fator impeditivo de uma mudança, assim como o tédio ou desgaste pode contribuir para novas atitudes. Determinadas coisas negativas sob determinado ângulo são a chave para nova mentalidade e maneira de viver. Então é absolutamente desprovido o hábito de repetir que não há mudança; o fato central é o modo como determinada pessoa processa um evento doloroso. Penso que a grande tragédia das relações é que não estamos preparados para amparar e até salvar o outro de seu inferno pessoal. Temos de lidar diariamente com a realidade, que nada mais é do que uma somatória de todas as nossas obrigações e angústias, não cabendo nenhum espaço para o prazer. Em seguida fugimos da verdade, que nada mais é do que a admissão de nossa frustração e infelicidade por estarmos inseridos em determinadas situações.

A compreensão de qualquer processo sempre é um fator libertador, pois antes de nos livrarmos de algo que nos amargura, temos de provar para nós mesmos que tal evento ou pessoa realmente nos incomodam, pois do contrário fica apenas uma projeção em algo ou alguém de nossas dificuldades internas. Garantir um espaço para nossos sonhos jamais será uma atitude doentia, muito pelo contrário, é a prova máxima de que nunca iremos nos abater. Apenas devemos ter em mente o conceito exposto acima de que a prática difere de determinado desejo acumulado no transcorrer do tempo. O que realmente faz mal é não entender que qualquer aquisição ou desejo carrega consigo esferas negativas. Pensemos na questão da paixão. Todos necessitam uma experiência de êxtase ou entorpecimento afetivo a fim de se esquecerem pelo menos momentaneamente da vida sofrível que levam. O problema é não perceber que a paixão trará o ciúme, conflito e talvez o máximo de tormento pessoal que alguém pode suportar. Sendo assim, a essência de viver bem é o equilíbrio entre a esfera da realidade, verdade e sonho armazenado.

O auto conhecimento é um dos fatores que nos diferem do restante das outras espécies do planeta. Caso não o busquemos, apenas encontraremos satisfações passageiras que nos acarretarão sofrimentos futuros. Temos de perceber que o ser humano carrega um fardo único, que é o tormento pessoal. Há muito tempo todos não enxergam que a cultura materialista gera a cada dia mais solidão e sofrimento, sendo que a única saída é o encontro verdadeiro com alguém que realmente nos preencha. Estamos numa situação humana de total debilidade afetiva e emocional, e acabamos por fazer o contrário de nossas reais necessidades. É fundamental estar atento para o fato de que caso não haja prioridade para elementos do tipo: amizade, troca afetiva e solidariedade profunda, estaremos em última instância buscando a morte numa vida repleta de tédio. A inteligência pessoal é a conscientização plena da inutilidade da lamentação e abdicação do remoer mentalmente sobre se merecemos ou não determinada coisa, que nada mais é do que a essência do processo da culpa. O fundamental é o senso diário sobre se realmente estamos preparados para os nossos desejos, sendo que este deveria ser o projeto de uma psicologia profunda. A convicção e auto confiança são apenas uma fração de nosso poder pessoal que devemos cultivar; o restante advém da diminuição do medo nas mais diferentes esferas da vida. O ser criativo não é sinônimo de uma habilidade, mas, alguém que não admitiu que o pavor se transformasse numa espécie de santuário ou romaria diária.

O leitor novamente irá questionar acerca de como viver sem medo, num mundo onde mal sabemos se amanhã conseguiremos suprir nossas necessidades básicas? A resposta para este verdadeiro enigma contemporâneo não é nada fácil, mas diria que o merecedor de um autêntico troféu da existência humana é aquele que está sempre competindo ou lutando não para seu ego pessoal, mas para uma existência melhor para todos, apesar das terríveis resistências lançadas inclusive por aqueles que realmente necessitam de ajuda. O desafio máximo é lutar contra a incessante necessidade de conformismo e desistência das pessoas perante o prazer e satisfação. Aprofundando o tema se faz necessária a pergunta sobre o que é realmente o medo? Por um lado temos todo o histórico de repressão de determinado sujeito formando uma personalidade apática e com receio de toda e qualquer nova experiência. Não será surpresa se também descobrirmos que o medo é um irmão do egoísmo, sendo que a função de ambos é não efetivar uma expectativa ou desejo do outro. Em outro estudo enfatizei que a timidez tinha a mesma função; recolher o máximo possível do ambiente ao redor sem doar quase nada. O medo segue a mesma trilha, sendo que sua meta é a constante tentativa de desenergizar todos ao seu redor. Mas seguindo o conceito citado, ainda resta uma grave dúvida: como alguém aceita por uma vida inteira o conformismo e acaba sendo extremamente dócil e obediente perante seus algozes? Responder que a educação repressiva e punitiva forma alguém com essas características é totalmente parcial e denota uma imensa miopia mental.

Quando determinada pessoa aceita todo o modelo de vida repressivo, na verdade está dando continuidade ao processo de escravidão do próprio repressor, pois a ausência de uma rebeldia construtiva retira qualquer possibilidade de mudança, que em última instância é o pedido inconsciente de qualquer pessoa autoritária, pois a mesma vive sempre na expectativa de encontrar alguém para perseguir ou projetar seu lado destrutivo que não consegue controlar. Assim sendo, o medo une ambas, uma por não ter coragem de se desvencilhar de seu enredo de ódio, e a outra por usar da pior vingança possível, que é o reforço de um comportamento totalmente neurotizado.

A própria terapia acaba encarnando tal problemática, pois todos que já se submeteram a mesma sabem que a única chance de uma mudança é ter um "treinador" pragmático e atento contra todas as neuroses, sabotagens e resistências lançadas pela pessoa; passar pelo teste da aceitação da crítica é a máxima certeza de que o sujeito busca realmente um outro modelo de vida, do contrário apenas almeja uma escuta ou desabafo que nunca será a cura. Como observei também em outro estudo, a tendência de qualquer bloqueio é se transformar numa espécie de "entidade" que tem como único objetivo sua própria sobrevivência, minando qualquer tentativa de mudança. Infelizmente tenho observado que as "entidades" quase sempre levam a melhor, já que a sedução de viver no medo e egoísmo é muito forte em nossa sociedade. O importante aqui é a denúncia de tal fato, pois do contrário jamais realmente conheceremos alguém. Quando um paciente chega ao consultório é necessário que o terapeuta o acolha e esteja aberto à sua problemática, porém, tudo o que não pode ocorrer é o reforço da necessidade de vitimização da pessoa, pois o profissional experiente sabe que o fato de se buscar um psicólogo é apenas uma etapa primária de todo um processo, sendo que não há prova nenhuma de que a pessoa almeja uma mudança. O embate entre o sofrimento e a "entidade" que luta por sua sobrevivência deve ser o foco permanente da atenção do terapeuta e paciente. Muitas vezes a terapia verdadeira é o próprio encerramento, para que num futuro a pessoa se dê conta dos bloqueios que não ousou lidar.

Estas observações terapêuticas técnicas são importantes, pois no cotidiano das relações a coisa funciona da mesma maneira. A ingenuidade máxima é se abster de testar ou conhecer alguém conforme os dados acima apresentados. Procuramos a todo instante o apego e manutenção de algo pelo simples pânico de ficarmos sós, quando na verdade deveríamos avaliar se quem está ao nosso lado possui condições de realmente nos acompanhar. O amor pleno é o cumprimento da promessa da companhia perante nossas dificuldades, sendo que algo pronto e fácil é apenas a maximização da loucura. A gratidão e o dever da troca são o gozo sublime para a pessoa que reluta em não desistir. A solução será sempre o aprofundamento e consciência das coisas que estão próximas, e que ainda não conseguimos compreendê-las.

BIBLIOGRAFIA: ADLER, ALFRED. O SENTIDO DA VIDA. EDITORA PAIDÓS, 1937.

COLABORADORES:
IRINEU FRANCISCO BARRETO JÚNIOR(SOCIÓLOGO)
SIMONE JORGE (SOCIÓLOGA)


Motivo - Dostoievski

"O segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda encontrar o motivo para viver” (Dostoievski)

Série Sagan - Nasa









Fonte: http://bulevoador.haaan.com/


Me recomendado por Bernardo ( http://flavors.me/bernardoschu ).

Mídia e política - Calvin and Hobbes

Proibida a problematização - Calvin and Hobbes

Contexto geral - Calvin and Hobbes

Empirismo - Calvin and Hobbes

De Aristóteles a Stephen Hawking - Filosofia com Café


“… devemos todos, filósofos, cientistas, e mesmo leigos, ser capazes de fazer parte das discussões sobre a questão de por que nós e o universo existimos. Se encontrarmos a resposta para isso teremos o trunfo definitivo da razão humana; porque, então, teremos atingido o conhecimento da mente de Deus.”
(Stephen W. Hawking)

Será que o Universo teve um começo? Aconteceu mesmo um BIG BANG? O que é Espaço? Haverá uma Alma Universal? Para onde nos leva a mecânica quântica? Caberá o Universo inteiro dentro de uma molécula da mente humana? O que é Deus? Poderá o Homem participar da criação do mundo? Plantas e animais têm alma? Seremos todos eternos? Estas e outras tantas questões atuais têm sido, na verdade, levantadas por estudiosos ao longo de toda a história da humanidade.

Escrito, dirigido e apresentado pelo documentarista grego Paul Pissanos, DE ARISTÓTELE A HAWKING busca respostas na analise das teorias de filósofos clássicos, incluindo Pitágoras, Protágoras, Platão, Sócrates, Anaxágoras, Aristóteles e Plotino, sobre o “início do mundo”. O box com 12 episódios divididos em 4 DVDs apresenta, além de encenações, a participação de professores e cientistas dos campos da filosofia, física, astrofísica, matemática e teologia, tanto da Grécia quanto de conceituadas universidades internacionais.

VOLUME 1: O Universo Teve Um Começo?

Episódio 1

• Introdução para o conhecimento do Cosmo;
• A Agonia em demonstrar a estrutura do Universo;
• A teoria do Big Bang;
• Aristóteles.

Episódio 2

• O que veio antes pela lógica? – Acontecimento ou Lei?
• Hawking, filósofos e leis;
• Materiais estruturais do Universo.

Episódio 3

• O que existia antes do início?
• O real e o Irreal;
• O conjunto.

VOLUME 2: Existe Uma Alma Universal?

Episódio 4

•O Planeta Terra e O Homem
•O Conceito da Luz nas Antigas Religiões
•A Procura de Deus

Episódio 5

•A Evolução e a Degeneração do Mundo
•A Matéria se Estende ao Espírito
•”Inderteminação” e a Fábrica do Universo

Episódio 6

•É Cosmogonia , Cosmografia.
•”O Pai, O Filho e a Ciência.”
•O Domínio Universal do Homem.

Episódio 7

•A natureza Universal da Alma.
•A Nulificação do Tempo-Espaço.
•Pensamentos de Aristóteles.

VOLUME 3: O Que É Deus?

Episódio 8

•A Luz da Alma.
•Amor Plantônico.

Episódio 9

•A Natureza nos Ensina.

VOLUME 4: Como Funciona a Natureza?

Episódio 10

•As Coisas Mais Estranhas da Natureza.
•O Olho do Sapo e do Inseto.
•Radar e o Morcego.
•A Teoria de Darwin.

Episódio 11

•Como a Ciência Contemporânea Revela o Universo e o Homem.

Episódio 12

•O Universo Cabe em uma Romã.
•Síndrome Titanic.
•O Fim, Para um Novo Começo.

De Aristóteles a Stephen Hawking - Episódio 1
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2 / PARTE 3 /
4SHARED: PARTE 1 / PARTE 2 / PARTE 3 /
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking - Episódio 2
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2 / PARTE 3 / PARTE 4
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking - Episódio 3
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2 / PARTE 3
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 4
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2 / PARTE 3
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 5
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2 / PARTE 3
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 6
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2 / PARTE 3
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 7
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2 / PARTE 3
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 8
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 9
RAPIDSHARE: PARTE 1 / PARTE 2
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 10
DOWNLOAD: PARTE 1 /PARTE 2
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 11
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2
MEGAUPLOAD

De Aristóteles a Stephen Hawking – Episódio 12
RAPIDSHARE: PARTE 1 /PARTE 2
MEGAUPLOAD